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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Nova comunidade

Está online uma nova comunidade, para donos e amantes de psitacideos, aqui procuraremos ensinar os donos a melhor tratar os seus animais, e a interagir com eles, de forma a tornar a relação entre ambas as partes, o mais agradável possivel.

www.papagaiosinteligentes.com

Registem-se!!!!!
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mais uma boa experiência

Hoje pela manhã, estava bastante vento e achei que seria melhor não haver voo livre, como tal, aproveitei para habituar a joca a ficar no meu "colo", no exterior.
Acho que ela própria, sabia que estava mais vento que o costume e que voar iria ser mais dificil, então ficou bem apoiada nos meus dedos e lá fomos, passear a pé pinhal a dentro, e depois em descampado, andando cerca de 10 minutos a pé, sempre a comer coisas boas...
Amanhã espero que esteja menos vento e que possa voar mais um bocadinho, na quarta feira foi excelente!! Voou muito bem, fez grandes voos e acabou sempre pousando na minha mão.
Vou tentar comentar diariamente as evoluções.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Chegada do papagaio a casa

Chegada do papagaio a casa

O dia em que o papagaio chega a casa, é sempre um dia de imensa euforia e de animação, toda a gente quer ver, quer mexer, quer dar mimos, etc.
Tudo isso é normal e compreensível, mas também é muito importante perceber o que estará a pensar o papagaio, que é um bebe, saiu do ambiente a que estava habituado e agora tem uma serie de coisas para descobrir. O que recomendo que se faça, é que assim que se chega a casa com o papagaio se mude o papagaio para o local onde irá ficar nessa fase, que será ainda uma caixa para manter a temperatura mais quente, poderá ser uma incubadora ou até apenas uma caixa de cartão com o fundo forrado e deixá-lo lá sossegado, sem estar preocupado com o que se passa à volta de maneira a que sinta confiança para explorar o novo local e sentir-se bem lá, só depois, talvez umas 3 horas, depende do papagaio, se se assustou mais ou menos com o transporte, se é mais calmo, se mais amedrontado, etc. Só aí, quando vemos que o papagaio já está ambientado, que já se sente confiante dentro da caixa, podemos começar a interagir com ele sem ainda lhe tocar, apenas falar com ele, chamar a sua atenção e o mais provável é que abra o bico desesperadamente a pedir comida, aí, retira-se da caixa e coloca-se ao colo, mostrando que o colo é um lugar seguro e confortável para se estar. A partir daqui é uma descoberta para ambas as partes. A cada dia vamos percebendo melhor aquilo que nos querem transmitir e vamos percebendo os seus receios e é com base nisso que devemos agir para que sempre se sinta seguro no colo ou no ombro ou na mão, que a mão represente um refúgio. Na hora da comida, não se deve ir ao encontro do papagaio de forma a colocar-lhe a comida no bico, mas sim, estimular que se aproxime por ele para vir comer o que temos para lhe dar. Criar uma relação de confiança desde o primeiro momento é fundamental pois os papagaios têm uma memória excelente e guardam as recordações todas, se são más por inexperiência dos primeiros tempos, podem vir a revelar-se problemáticas no futuro. Sempre que manusear o papagaio, faça-o de forma calma e lenta para que ele não se desequilibre e se sinta seguro, é muito importante.
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Alimentação dos papagaios

A alimentação dos papagaios em cativeiro é um assunto bastante discutido e existem imensas opiniões acerca do tema, esta que aqui vou deixar é apenas a minha. Ao longo do tempo, os donos dos papagaios procuraram alimentar as suas aves da melhor e mais correcta forma que sabiam, uns com misturas de sementes (que comiam apenas as que mais gostavam), outras baseadas apenas em girassol (como ainda se vê, infelizmente) mas com o evoluir da ciência e após vários estudos tanto a nível de laboratório como em experiências com papagaios em cativeiro, chegou-se à conclusão que se poderia criar uma ração equilibrada com todos os nutrientes necessários a uma dieta equilibrada e saudável (evitando a escolha apenas do que mais lhes agrada). Podemos e devemos complementar com frutas e verduras, nem que seja para variar os sabores que os nossos papagaios saboreiam, e frutas e verduras só fazem bem. No meu caso, eu forneço diariamente, uma mistura seleccionada de sementes ( mistura para pombos de alta competição) demolhado 24 horas, fruta como maça, laranja, uvas, e verduras como feijão verde, brócolos, cenoura. Estes são alguns exemplos, mas os papagaios gostam de quase todos os vegetais, até cebola. E coloco também, ração à descrição para que fique para o dia enquanto não estou em casa (apenas a dose que sei que comem durante o dia para evitar que desperdicem, quanto mais têm mais desperdiçam). Os alimentos como amendoins, nozes ou girassol são alimentos que os papagaios adoram pela sua quantidade de óleo e gordura, mas não são alimentos saudáveis para os papagaios, especialmente os que não têm a possibilidade de voar diariamente, como tal devem ser dados em doses muito reduzidas e controladas. No inverno podemos dar um acréscimo destes alimentos pois as temperaturas são mais baixas que no habitat natural e a necessidade de gordura aumenta, mas, todos estes alimentos devem ser dados (1 amendoim por dia/ uma noz por dia/ meia dúzia de girassóis) apenas como recompensa por algo que nos agrada, usando assim os alimentos favoritos dos papagaios como moeda de troca por comportamentos que nos agradam, com isto transformaremos a nossa relação com eles, melhorando-a bastante. Mas, com isto, temos de ter muito cuidado, já vi acontecer coisas como, "o papagaio não se cala! Dá-lhe um amendoim que ele fica entretido e cala-se.", com este comportamento estamos a recompensar o papagaio por estar a falar ou a berrar e ele vai entender isso como, quando eu grito, dão-me uma guloseima, e assim passará a maioria do tempo a gritar. Da mesma forma, se usarmos o amendoim quando ele diz o nosso nome ou algo que nos agrada estaremos a incentivar algo que nos agrada... A alimentação é algo precioso na qualidade de vida dos papagaios, na natureza eles podem escolher o que comem, em função do que há num raio de vários quilómetros, os papagaios em cativeiro, têm de se contentar com aquilo que lhes disponibilizamos e é nosso dever enquanto donos de fornecer a melhor alimentação possível. O ideal de alimentação em termos de escolha da ração, é sem dúvida a ração biológica, existem ainda poucas marcas a fabricar mas acredito que com o tempo apareçam mais e os preços se tornem mais acessíveis. Podemos e devemos ir sempre variando a marca da ração que os nossos papagaios comem, podemos comprar duas ou três marcas diferentes e ir misturando as rações porque nenhuma é perfeita, e desta forma garantimos uma maior variedade de fontes dos produtos usados no fabrico da ração e de nutrientes nelas contidos.
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Aquisição do papagaio

Aquisição do papagaio


Quando se decide que se quer ter um papagaio, não se deve comprar o primeiro que se encontra e que até é simpático e parece feliz e saudável. Em primeiro lugar há que ter em consideração que um papagaio é mais que um animal de estimação dito “normal” que no máximo dura uns 15 a 20 anos, um papagaio que seja bem tratado dura a vida inteira, muitas vezes morrendo primeiro os donos e só depois a ave. Depois é necessário saber, qual a espécie que melhor se adequa aquilo que idealizamos como o nosso papagaio, pois não são apenas as cores que os diferem, dentro da mesma espécie, existem imensas subespécies e muitas vezes com características até bastante diferentes, quanto mais as diferenças entre as espécies.
Exactamente por não ter este aspecto em conta muitas vezes encontramos pessoas a queixar-se que tem um papagaio mas não consegue nada dele, que apenas o quer morder e grita cada vez que se aproximam demais da gaiola. Provavelmente comprou o papagaio uma vez que o viu à venda num qualquer sitio, sem saber os seus antecedentes, sem saber a sua origem, os possíveis traumas que tenha passado, etc., e depois também não compreende que uma ave traumatizada exigirá muito mas mesmo muito mais esforço para domesticar do que uma ave que não tenha passado por essas situações ou de preferência que tenha sido acabada de criar pelo dono.
A escolha da espécie é um tema muito pouco abordado e por norma as pessoas compram pelo gosto, prefiro o verde, gosto mais do amarelo, o cinzento também é bonito e dizem que é o que fala mais… Um papagaio tem muito mais para dar do que a repetição das palavras, papagaios são aves com temperamento definido, cada espécie tem as suas características e nenhuma é igual à outra. O que eu penso que se deve fazer é mesmo escolher umas 5 espécies dentro das preferências em termos de aspecto físico, cores e tamanho, depois dentro dessa escolha, procurar pesquisar as principais características e só depois seleccionar duas e aí então aprofundar a pesquisa para ter a certeza de qual se adequa mais aquilo que buscamos no nosso papagaio. Depois de bem estudadas as espécies, e de decidida qual a espécie a adquirir, está na hora de procurar um criador que ofereça garantias de que se estará a adquirir um bom exemplar, e isso é simples, podemos visitar vários criadores ou recorrer a uma loja de confiança e adquirir através deles que já sabem onde podem ir comprar.
A idade mais recomendada para a aquisição de um papagaio é variável, e não depende apenas da espécie como também de ave para ave, pois não se pode precisar uma idade certa para sair do criador e ir para a casa dos donos, existe sim, uma fase, essa fase em que a ave se encontra, que dentro de certas espécies pode diferenciar um mês de ave para ave. Na minha opinião, a fase ideal é quando o papagaio está a começar a comer, mas ainda come papa através da seringa duas vezes por dia, de manhã e à noite, pois assim será viável para os donos pois alimentam antes de sair de casa e só necessitam voltar a alimentar à noite, antes de ir dormir, durante o dia o papagaio aprende a comer por ele, por ter fome, e à hora a que os donos chegam podem aproveitar para dar mimo, atenção, estimular a que coma sozinho, criar uma relação especial com o papagaio, ensinar os hábitos de casa que adquiridos bastante cedo ficam para sempre, e cada família define os limites que dá ao seu papagaio, nesta idade aprendem facilmente, mais tarde tudo custa mais.
Importante também, que antes de se comprar o papagaio se tenha tudo o que ele vai necessitar nos primeiros dias já em casa preparado para a sua chegada. Comprado o papagaio, a aventura começa….
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Condições para o papagaio

Condições para o papagaio se sentir bem


Para podermos ter orgulho de ter um papagaio bonito, simpático, dócil e feliz, temos de ter em conta as condições que preparamos para ele/s.
Um papagaio deve ter a sua gaiola, aquele que será o seu território e o seu abrigo, que terá de ter as medidas na proporção do tempo que ele lá ficar dentro, pois muitas vezes podemos pensar que, “ coitadinho do papagaio que está numa gaiola tão pequena”, mas esse mesmo papagaio se calhar só passa meia dúzia de horas nessa gaiola e o resto do tempo está em casa solto e pode voar pela casa à sua vontade e exercitar-se bastante, e muitas vezes vendo gaiolas médias,” parece que ali o papagaio está bem melhor”, mas se nunca sai de lá e nunca pode voar, essa gaiola é pequena. Para ter papagaios sempre fechados, a gaiola deve ter no mínimo 2 metros de altura por 2 de largura e uns 4 de comprimento, aí podemos ter um casal de papagaios felizes. Como tal, devemos sempre pensar em que estilo de vida iremos dar ao papagaio e depois decidir qual o tamanho de gaiola que este precisará. O mínimo é sempre o suficiente para que o papagaio possa abrir as asas e esticá-las sem tocar na rede da gaiola para não danificar as penas, nas araras atenção ao comprimento da cauda.
O que recomendo é que se eduque o papagaio para que este tenha direito a andar solto umas horas por dia, mesmo dividido de manha e à noite, nem que seja numa só divisão da casa para que possa voar e exercitar os músculos e com isso manter-se saudável, pode ser a mesma divisão onde fica a gaiola e colocando um ou dois poleiros estrategicamente posicionados para que possa voar para lá e lá ficar e não sujar a casa toda, ou pode ensinar a fazer necessidades apenas na gaiola e assim ficar ainda mais à vontade.
A gaiola deve ter algo absorvente no fundo de maneira a absorver os líquidos e as fezes que os papagaios largam assim como água que caia do bebedouro quando bebem, para que quando o papagaio for ao chão não suje as patas e com isso não suje mais nada, e para evitar a formação de fungos e bactérias. Este material que forra o fundo de gaiola deve ser mudado regularmente para que esteja sempre em boas condições e que não acumule dejectos de vários dias.
Atenção à colocação dos poleiros de forma a permitir o maior aproveitamento do espaço por parte do papagaio e de forma a tornar fácil o acesso à comida e à água.
Uma boa alimentação, boa higiene, espaço adequado, brinquedos para se entreterem nas horas em que o dono não está e um correcto manejo do papagaio, torna a relação papagaio/dono, uma relação duradoura e muito saudável.
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Desmame

Desmame

O desmame é para o papagaio uma fase muito importante, é nesta fase que ele aprende a comer sozinho mas também é quando está mais apto a aprender.
Para o papagaio, a fase de desmame pode ser considerada a fase em que começa a comer sozinho e começa a deixar de precisar de ajuda para se alimentar, mas esta é uma fase que deve ser prolongada tanto quanto acharmos necessário em função do desenvolvimento do papagaio, existe a teoria que esta espécie de papagaio desmama aos x meses e aquela espécie aos tantos, mas isso está errado, para cada papagaio existe um timing e é nossa obrigação enquanto donos descobrir esse timing e fazer dessa uma fase positiva para o papagaio, aproveitando ao máximo esse timing para construir uma relação bem sólida com o papagaio.
Quando a ave está coberta de penas, deve iniciar-se o processo, reduzindo um pouco a papa da manhã ou diluindo um pouco mais de forma a ficar cheio mas a digerir mais rápido. Antes de todas as refeições deve-se tentar dar pedacinhos de comida, (maçã, sementes demolhadas, ração partida em pedacinhos pequenos) colocando-os no bico do papagaio na esperança que este os comece a roer e depois a engolir. O facto de estarmos a ensinar o papagaio a comer sozinho não quer dizer que se retire a papa, mas sim que se reduza, muito gradualmente, para que o papagaio sinta necessidade de se alimentar.
Quando o papagaio começar a engolir alguns pedaços, podemos então retirar a refeição do meio-dia e nessa altura dar-lhe pela mão mais uma vez, sementes demolhadas, maçã, banana, pedacinhos de bolacha Maria, ração partida aos pedacinhos. Podemos também nesta fase começar a dar de manha ração demolhada e esfarelada tipo papa, pela seringa para que se habitue ao sabor da ração. A refeição da noite é a mais importante mas também é a que está num horário mais propicio a que tenhamos tempo disponível para o papagaio, como tal, nessa hora devemos tentar que coma por si próprio, dar-lhe no bico, nesta fase até girassol é bom, pois por norma os papagaios vêm ensinados a descascar girassol e assim começa a aprender a engolir sólidos.
Nesta fase também é muito importante que se comece a estimular o desenvolvimento da motricidade. Para os papagaios, a motricidade é muito importante ser estimulada quando ainda não voam para que quando começam a voar, aterrar seja mais fácil.
Gastar tempo a colocar comida no bico do papagaio e a fazer com que aprenda a comer sozinho é tempo bem gasto, além de o estimular a desmamar, é tempo de criação de laços que ficarão para sempre. Pode ser feito a qualquer hora, como bebes, estão sempre prontos a comer. Nunca se pode forçar nada, se o papagaio não quer comer aquilo não vale a pena insistir, mais tarde irá comer, muitas vezes queremos que gostem disto ou daquilo porque é o mais saudável, mas na fase do desmame isso não deve ser levado em conta, devemos variar o máximo possível os sabores mas se não quiser este ou aquele, não é preocupante. Estes momentos também são óptimos para iniciar o sentido de reforço positivo, que se ensinado desde bem cedo permite no futuro ter tudo do nosso papagaio. Quando se está a dar comida pela mão, deve-se faze-lo num local com espaço para que o papagaio possa caminhar e assim atrai-lo à mão para receber o que temos para ele, assim estaremos a estimular a motricidade, o cérebro, a educação e a construir relação de amizade. Colocamos o papagaio numa ponta da mesa, e chamamos para a outra, como o que quer é estar perto, vai ter com a mão, assim que chega perto damos um pedacinho e uns mimos, depois mudamos a mão para o outro lado e repetimos, quanto mais vezes repetirmos melhor.
Nesta fase também é importante mostrar ao papagaio o mundo em seu redor. Quando chegamos a casa depois do trabalho, sempre temos coisas para fazer antes de poder estar dedicado ao papagaio, então, juntamos o necessário ao agradável, colocamos o papagaio no ombro e levamos a fazer as coisas que temos de fazer dentro de casa, seja preparar algo no computador, seja preparar ferramentas, seja o que for, até mesmo se tiver de pendurar um candeeiro no tecto e fazer furos com o berbequim, o barulho ao inicio vai assusta-lo mas mostra-se que não faz mal e é mais um medo ultrapassado. Quanto maior a variedade de situações que puder ver e observar, mais confiante o papagaio se sentirá no seu ombro e com ele próprio. Passear na rua nesta fase só se for com um fio na anilha de modo a que não possa voar e caso esteja uma temperatura agradável que não lhe seja frio. Mostrar ao papagaio toda a casa, passear com ele no ombro de um lado para o outro, quanto mais contacto tiver com o papagaio nesta fase mais apegado ficará a si. Muito importante também nesta fase é que o papagaio possa ser sociabilizado, chamar o maior número de amigos, dois ou três de cada vez e pedir que tenham contacto com o papagaio, que peguem nele, que o acariciem, quanto mais sociabilização tiver, menos medo terá de estranhos e menos agressivo será com estranhos quando for adulto.
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Acabar de criar à mão

Acabar de criar à mão

O que é mais recomendado para quem pretende ter um papagaio é sem duvida adquiri-lo quando ainda come papa duas vezes por dia como falei em Aquisição do papagaio. Para tal é necessário preparar as coisas para receber o novo membro da família. Vou descrever tudo tendo em conta que nesta fase o papagaio já está coberto de penas, se decidir criar desde mais cedo, exige outro tipo de condições.
Antes de mais, devemos pensar como iremos garantir a temperatura ambiente mais quente para que o papagaio possa ficar num ambiente adequado à sua idade, se for no verão, provavelmente uma caixa de cartão que se fecha à noite numa divisão da casa onde a temperatura não baixe com o cair da noite, ou deixar um aquecimento ligado nessa divisão apenas para garantir cerca de 28 graus. Se for inverno, já convém ter uma caixa de madeira com uma lâmpada de aquecimento e uma ventoinha tipo computador para circular o ar.
Nesta fase o papagaio já tem o corpo coberto de penas e já se aguenta bem com alguma oscilação mas quanto mais prevenirmos melhor, e o ideal é que tenha temperatura constante, mas na natureza também não a tem, pois quando os pais saem do ninho, este fica bem mais frio do que quando lá estão, mas passam lá a noite.
Depois da caixa preparada, da papa comprada, do papagaio adquirido, depois do papagaio estar ambientado à sua nova casa, está na hora de comer a primeira vez na casa nova e ou já passaram algumas horas e está mesmo cheio de fome ou o papagaio irá ter tendência para se afastar das novas mãos que trazem a seringa, muita atenção a este ponto, se for atrás dele e lhe der a comida, estará a recompensar que fuja de si, nas primeiras vezes que se alimenta o papagaio recém chegado deve-se ter o cuidado de o “obrigar” a aproximar-se para receber a comida, nunca ir atrás dele e dar-lhe. Ao “obrigar” o papagaio a vir comer da seringa perto da mão, sendo que tenha de se aproximar para chegar perto, estamos a ensinar que aproximar-se de nós é bom, traz comida.
Depois, nas seguintes refeições ir aumentando o grau de exigência, perto não chega, tem de subir para o dedo antes de comer e depois irá começar a fase de aprender a voar e aí terá de voar para a mão para receber comida, com isto estaremos a ensinar o papagaio que voar para nós é bom.
Mas tentando ser um pouco mais preciso no que diz respeito a esta fase tão importante, devemos repetir o máximo de vezes possível cada comportamento que desejamos. O “obrigar” a aproximar-se para comer significa estar perto, ao alcance do papagaio e para que este se possa aproximar facilmente da ponta da seringa, estando o nosso dedo no meio entre o papagaio e a seringa. O papagaio como está com fome irá aproximar-se para obter a comida e assim que dê o primeiro passo na nossa direcção, devemos dar a primeira “dose” da seringa(+/- 1ml) e repetir até que ande uns passinhos até chegar à seringa, ou seja, cada vez que recebe comida da seringa é porque se deslocou na nossa direcção, não basta que ande uns passinhos para perto e ali fique a comer toda a papa que temos no copo. Se o papagaio já chegou ao limite da mesa onde o estamos a alimentar, devemos recolocá-lo na outra extremidade e assim tornar a chamar para que vá avançando na direcção da mão e da seringa. Este trabalho pode parecer desnecessário pois se já veio para perto para comer, porque não dar-lhe a comida ali mesmo e está bom? Lá está, os papagaios como nós humanos são “programáveis”, se desde bem cedo formos habituados a algo, no futuro isso será algo “automático” que acontecerá naturalmente e ao estar a apenas dar a comida quando se aproxima, vai fazer com que o cérebro do papagaio fique “programado” para vir ter connosco pois sabe que somos a fonte da alimentação.
Sempre que se dá comida, deve-se aproveitar o momento, numa fase mais avançada, o papagaio quererá começar a bater as asas e a aprender a voar, aí mais uma vez, a seringa é um aliado ao ensino, o papagaio no inicio irá bater as asas sem sair de onde está, até que quererá levantar voo para algum lado, assim que se percebe que o papagaio começa a querer voar, aproveita-se antes de começar a dar comida, quando está mais leve, tem o papo vazio, e aventura-se mais pela comida. O que fazer? Colocar o papagaio num local onde ele sinta confiante e chamá-lo mostrando a seringa, ele irá voar as primeiras vezes e nas primeiras vezes não deverá conseguir pousar logo no braço, provavelmente voará para o topo dos armários ou para um local alto, o que é normal pois é o que mais facilmente fazem quando estão a aprender a voar, subir, subir é o mais fácil, descer o mais difícil e aterrar, bastante complicado, mas como “papás” babados e pacientes que somos, damos mais hipóteses, recolocamos no local de onde levantará voo e tornamos a chamar, só dando comida quando aterra em nós. Muitas vezes levantam voo e até vêm na nossa direcção, basta colocarmos a mão à frente para que se agarre e aí já podemos dar um bocadinho de comida, mais uma vez, recolocamos no sítio de onde levanta e tornar a chamar, umas 5, 6 vezes que deve ser mais ou menos quando já tem algum peso no papo e fica mais difícil voar. Nessa altura, vamos para o habitual local de alimentação e damos o resto num mesmo sitio para que sinta segurança e que se alimente até ter o papo cheio que é quando já não conseguiria voar de certeza .
Depois do papo cheio, não devemos logo recolocar o papagaio na sua caixa, podemos aproveitar o momento em que o papagaio estará mais tranquilo, para lhe dar um auxílio na limpeza das penas, especialmente as que estão em volta do bico que são as que ficam mais sujas de papa que depois de seca sai bem. Depois da limpeza feita, um colinho para que durma meia horita é um mimo que ajuda em muito a criar um laço afectivo bem forte…
Aves criadas à mão sempre são mais dóceis que criadas pelos pais e domesticadas depois. E criar à mão não é uma brincadeira, mas também não é nenhum bicho-de-sete-cabeças, basta seguir à risca o método e ter muita atenção aos pormenores que por vezes são o que faz a diferença. Há vários pontos que são essenciais: - Criar as condições de temperatura e humidade correctas para a espécie a criar.
Ter muito cuidado em retirar todo o ar da seringa antes de começar a dar a papa, para que não entre ar no papo. - Ter muita atenção ao tempo durante o qual se insere alimento no bico da ave para que esta respire facilmente e nunca entre comida para os pulmões, a ave deve engolir ao seu ritmo. - NUNCA dar comida sem que a ave tenha o papo totalmente vazio. - Ter muita atenção à solidez da papa, demasiado aguada não alimenta o suficiente, e demasiado consistente seca no papo e pode levar à morte da ave, em caso de dúvida, mais vale um pouco mais aguada.
Não limitar o contacto com a ave aos momentos de alimentação, antes de cada toma deve ser dada atenção à ave, conversar com ela, pegar-lhe com cuidado para não apertar o papo, depois da alimentação deixar a ave dormir no nosso colo desde que a temperatura ambiente o permita. Quanto mais intimidade houver mais dócil a ave se tornará.
O desmame é uma fase muito importante, deve ser feito de forma muito gradual. Ir reduzindo a quantidade de tomas diárias suavemente, se comia 4 vezes por dia e vai passar a comer só 3, deve ser dia sim dia não durante uma semana ( 1 dia come as 4 vezes, no dia seguinte as 3) e só depois dar apenas as 3 todos os dias e usar o mesmo método até ao desmame total, em que quando se deixa de dar alimento via seringa, se dê dia sim dia não durante ainda umas duas semanas para que o desmame seja o mais suave possível e a ave não emagreça. Depois de ter em conta estas "regras" básicas, penso que quase todos os amantes de aves podem aventurar-se a criar uma ave à mão. No inicio do desmame, faz parte das nossas funções, ensinar a ave a comer. A fruta, é dos alimentos que primeiro pegam, quando o papagaio está a comer apenas as duas vezes por dia, serão de manhã e à noite. Durante o dia, deve ser deixado ao alcance do papagaio, alimento para que vá descobrindo por si só como se come. O ideal é que se possa deixar, fruta partida em pedaços pequenos numa tigela, noutra, ração partida também em pedaços pequeninos para que os consiga segurar com o bico e comer uma parte, e numa terceira tigela, mistura de sementes para pombos demolhadas. Com estes alimentos à disposição, durante o dia, o papagaio vai começar a depenicar pois entre as refeições começa a sentir fome. Sempre que se possa, deve-se estimular o papagaio para que coma sozinho. Dar pela mão, fruta, ração partida em pequenos pedaços, ou qualquer alimento que o papagaio goste, é um bom estímulo para que coma sozinho e dispense a seringa, por isso, sempre que possível, tentar dar pela mão, até porque mais uma vez, estaremos a dar atenção e a criar laços com o papagaio.
Uma boa forma de habituar o papagaio ao sabor da ração que desejamos dar como base alimentar, é demolhar a ração durante umas horas, para que a possamos dar pela seringa, e assim, podemos fazer um mimo ao papagaio e mais uma vez, estar a ensinar algo novo. Ao fim da tarde, quando se chega do trabalho, podemos ter já a ração demolhada desde de manhã, e dar uns 15ml de ração demolhada, via seringa. Isto após tentar que coma sozinho a ração seca, partida em pedaços pequenos e dada pela mão.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

recall e target



No inicio dos treinos para poder fazer voo livre.
Denomina-se recall a "anda cá" e target ao "vai para ali". Ambos estes comportamentos devem ser bastante praticados e estar muito bem fundamentados antes de se arriscar iniciar voo livre. O recall é o mais importante, deve estar tão bem trabalhado que o papagaio arranque ao primeiro chamamento.
O recall é uma segurança mesmo para quem não queira praticar voo livre mas queira ter um papagaio feliz e saudavel, que apesar de morar numa gaiola onde não pode exercitar-se o suficiente, pois andar para cima e para baixo é exercício, pode voar umas horas por dia em casa, mas voar é exercício com diversão, um papagaio que pode voar é um papagaio muito mais feliz e também mais saudável, pois com o exercício de voar queima gorduras e liberta toxinas que acumuladas podem ser prejudiciais à saúde. Poder deixar o papagaio voar e estar descansado pois mesmo que haja uma porta ou janela aberta por descuido, assim que se perceba, basta chamar o papagaio e ir fechar a janela, ou se sair mesmo e voar para uma árvore ou local inacessível sem meios especiais, também se pode chamar e recolher a ave em casa, evitando estar horas a fio a aguardar que desça ou que se arranje uma solução para lá ir assustá-lo ainda mais...
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Alimentação dos papagaios

A alimentação dos papagaios em cativeiro é um assunto bastante discutido e existem imensas opiniões acerca do tema, esta que aqui vou deixar é apenas a minha.
Ao longo do tempo, os donos dos papagaios procuraram alimentar as suas aves da melhor e mais correcta forma que sabiam, uns com misturas de sementes(que comiam apenas as que mais gostavam), outras baseadas apenas em girassol (como ainda se vê, infelizmente) mas com o evoluir da ciência e após vários estudos tanto a nivel de laboratório como em experiências com papagaios em cativeiro, chegou-se à conclusão que se poderia criar uma ração equilibrada com todos os nutrientes necessários a uma dieta equilibrada e saudável(evitando a escolha apenas do que mais lhes agrada), que podemos e devemos complementar com frutas e verduras, nem que seja para variar os sabores que os nossos papagaios saboreiam, e frutas e verduras só fazem bem. No meu caso, eu forneço diariamente, uma mistura seleccionada de sementes( mistura para pombos de alta competição) demolhado 24 horas, fruta e/ou verduras como feijão verde, broculos, cenoura, e ração à descrição para que fique para o dia enquanto não estou em casa (apenas a dose que sei que comem durante o dia para evitar que desperdicem, quanto mais têm mais desperdiçam).
Os alimentos como amendoins, nozes ou girassol são alimentos que os papagaios adoram pela sua quantidade de óleo e gordura, mas não são alimentos saudáveis para os papagaios, especialmente os que não têm a possibilidade de voar diariamente, como tal devem ser dados em doses muito reduzidas e controladas. No inverno podemos dar um acréscimo destes alimentos pois as temperaturas são mais baixas que no habitat natural e a necessidade de gordura aumenta, mas, todos estes alimentos devem ser dados( 1 amendoim por dia/ uma noz por dia/ meia duzia de girassois) apenas como recompensa por algo que nos agrada, usando assim os alimentos favoritos dos papagaios como moeda de troca por comportamentos que nos agradam, com isto transformaremos a nossa relação com eles, melhorando-a bastante.
Mas, com isto, temos de ter muito cuidado, já vi acontecer coisas como, "o papagaio não se cala!! dá-lhe um amendoim que ele fica entretido e cala-se.", com este comportamento estamos a recompensar o papagaio por estar a falar ou a berrar e ele vai entender isso como, quando eu grito, dão-me uma guloseima, e assim passará a maioria do tempo a gritar. Da mesma forma, se usarmos o amendoim quando ele diz o nosso nome ou algo que nos agrada estaremos a incentivar algo que nos agrada...
A alimentação é algo precioso na qualidade de vida dos papagaios, na natureza eles podem escolher o que comem, em função do que há num raio de vários kilometros, os papagaios em cativeiro, têm de se contentar com aquilo que lhes disponibilizamos e é nosso dever enquanto donos de fornecer a melhor alimentação possivel.
O ideal de alimentação em termos de escolha da ração, é sem duvida a ração biológica, existem ainda poucas marcas a fabricar mas acredito que com o tempo apareçam mais e os preços se tornem mais acessiveis. Podemos e devemos ir sempre variando a marca da ração que os nossos papagaios comem, podemos comprar duas ou três marcas diferentes e ir misturando as rações porque nenhuma é perfeita, e desta forma garantimos uma maior variedade de fontes dos produtos usados no fabrico da ração e de nutrientes nelas contidos.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Criar psitacideos à mão

Aves criadas à mão sempre são mais doceis que criadas pelos pais e domesticadas depois. E criar à mão não é uma brincadeira, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças, basta seguir à risca o método e ter muita atenção aos pequenos pormenores que por vezes são o que faz a diferença.
Há varios pontos que são essenciais:
- Criar as condições de temperatura e humidade correctas para a espécie a criar.
- Começar a criar a ave antes de esta ter aberto os olhos.
- Ter muito cuidado em retirar todo o ar da seringa antes de começar a dar a papa, para que não entre ar no papo.
- Ter muita atenção ao tempo durante o qual se insere alimento no bico da ave para que esta respire facilmente e nunca entre comida para os pulmões, a ave deve engolir ao seu ritmo.
- NUNCA dar comida sem que a ave tenha o papo totalmente vazio.
- Ter muita atenção à solidez da papa, demasiado aguada não alimenta o suficiente, e demasiado consistente seca no papo e pode levar à morte da ave, em caso de duvida, mais vale um pouco mais aguada.
- Não limitar o contacto com a ave aos momentos de alimentação, antes de cada toma deve ser dada atenção à ave, conversar com ela, pegar-lhe com cuidado para não apertar o papo, depois da alimentação deixar a ave dormir no nosso colo desde que a temperatura ambiente o permita. Quanto mais intimidade houver mais docil a ave se tornará.
- Ir reduzindo a quantidade de tomas diarias suavemente, se comia 6 vezes por dia e vai passar a comer só 4, deve ser dia sim dia não durante uma semana( 1 dia come as 6 vezes, no dia seguinte as 4) e só depois dar apenas as 4 todos os dias e usar o mesmo método até ao desmame, em que quando se deixa de dar alimento via seringa, se dê dia sim dia não durante ainda umas duas semanas para que o desmame seja o mais suave possivel e a ave não emagreça.
Depois de ter em conta estas "regras" básicas, penso que quase todos os amantes de aves podem aventurar-se a criar uma ave à mão.
Se me esqueci de algum ponto a ter em atenção peço desculpa e agradeço que o comentem.
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terça-feira, 26 de maio de 2009

Reforço positivo

Este fim de semana passado tive a oportunidade de estar presente num seminário acerca de treino de papagaios, com uma especialista a nivel mundial no treino de animais, Barbara Heindenreich.
Ela defende o reforço positivo como método de treino, com grandes resultados obtidos em diferentes espécies e com todas funciona.
O reforço positivo baseia-se em reforçar com o seu alimento favorito qualquer comportamento desejado no papagaio, e foi muito positivo perceber que muitas vezes exigimos demais aos nossos papagaios quando os estamos a ensinar, por vezes queremos que percebam coisas que para eles são completamente estranhas e devemos ir passo a passo recompensando cada evolução no sentido do que queremos. Como exemplo, no dar a volta no poleiro, ela começa por recompensar meia volta e só à 3ª ou 4ª meia volta exige uma volta completa, claro que se a ave der logo a volta completa melhor, mas o que quero com isto dizer é que devemos ir devagar, recompensando passo a passo o comportamento que queremos.
Um outro truque que me apercebi, é o facto de as recompemsas que ela usava serem de dimensão muito reduzida, assim o papagaio não fica cheio tão rápido e terá maior interesse em efectuar o comportamneto desejado para receber mais, e a cada passo concretizado corretamente, jackpot, uma recompensa maior, desta forma o papagaio estará mais interessado em atingir o jackpot. è bom descobrir qual a recompensa favorita do papagaio e retirar totalmente essa goluseima da sua alimentação, só tendo acesso a esta nas sessões de treino. Podemos e devemos ir alterando as recompensas, entre as várias goluseimas que gostam, assim nunca sabem o que poderá vir a seguir, mas também estas devem ser só alcansáveis nas sessões de treino.
Existem muitos donos de papagaios que não têm o desejo de ver o seu papagaio actuar performances como andar de bicicleta ou saber colocar moedas no mealheiro, mas apenas queriam ter um papagaio simpático que não seja agressivo e que possa andar solto sem destruir a casa, também esses donos devem aprender que com o reforço positivo podem mudar o comportamento dos seus papagaios como que da noite para o dia. Existem centenas de papagaios fechados nas suas gaiolas por vezes minúsculas, apenas porque os donos não sabem como alterar o seu comportamento agressivo. Com umas 10 a 15 sessões 99% desses papagaios passariam a ter uma vida bastante mais agradável, a agradar muito mais aos donos e a ter um estilo de vida bastante mais saudável que o sedentarismo da gaiola.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Linguagem corporal

Apesar de não estar muito dentro do treino de truques em papagaios, este é um tema muito importante para os donos de papagaios.
Cada papagaio tem a sua personalidade, mas em geral, os papagaios comunicam todos através do mesmo código no que diz respeito à linguagem corporal, a melhor forma de se expressarem. Conhecermos a linguagem corporal do nosso papagaio ajuda-nos imenso a compreender o que se passa na sua cabeça e com isso poderemos adaptar as nossas acções e com isso ter mais sucesso no treino do nosso papagaio.
Eu penso que todos os donos de papagaios, ao fim de algum tempo começam a compreender o que o papagaio lhes está a tentar dizer com a sua linguagem corporal, mas muitas vezes assistimos a comportamentos agressivos da parte dos papagaios, apenas por falta de compreensão do dono na sua linguagem, o que leva muitas vezes a que o desgraçado do papagaio fique "esquecido" na sua gaiola e muitas vezes por falta de atenção até fala mais tentando chamar a atenção do dono....
Quando por exemplo ao aproximar-mos a mão do papagaio,ele tenta bicar, apenas porque ele sente medo e como tal defende-se, se puder voar foge para longe mas se não puder tem de se defender daquilo que lhe parece um predador e usar a sua maior arma, o bico e por vezes as garras. Numa situação destas devemos tentar perceber o que assusta o papagaio e assim tentar aliviar esse causador de stress e agressividade, de que forma?
Se o problema é o papagaio bicar quando tentamos tocar, então devemos perceber o que o assusta, se a nossa mão, ou se outra coisa qualquer, mas por norma é sempre a mão pois já houveram mãos que lhe fizeram mal e os papagaios têm uma memória muito boa e não se esquecem das agressões, mesmo que tenham sido da mão de outra pessoa qualquer. Nessa situação, devemos em primeiro lugar perceber qual a sua goluseima preferida e retirá-la totalmente da alimentação, dando-lhe apenas pela mão para que venha comer da mão, mas muitas vezes nem assim se aproximam, aí então colocar a goluseima ao alcance do papagaio mas deixamos a mão perto para que vá comer com a mão ali perto e perceba que não lhe irá fazer nenhum mal, de inicio pode ser que se tenha de ir afastando até o papagaio ir comer e depois ir aproximando gradualmente até que o papagaio se sinta à vontade e venha comer da mão. essa goluseima durante os próximos meses só estará ao alcance do papagaio através da mão para que memorize que a mão lhe traz a sua goluseima favorita. Atenção que durante este processo o papagaio pode tentar bicar quando iniciamos a dar a goluseima pela mão, nesse caso temos de dar de mão aberta e ir desviando do bico dele as partes da mão que o papagaio possa bicar, até que perca essa "mania" e possa então começar a ganhar a confiança do papagaio, atraindo-o a subir para a mão para alcançar a goluseima e depois o mesmo para voltar ao poleiro.
Desta forma poderemos alterar os comportamentos que quisermos no nosso papagaio, tornando-o uma melhor companhia e como tal dedicarlhe-emos mais atenção e poderemos proporcionar-lhes uma vida melhor.
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sábado, 9 de maio de 2009

Recompensa por trabalho

Um truque que podemos ensinar ao nosso papagaio inteligente, é o trabalhar pela sua recompensa, bastante simples de ensinar e ajuda a desenvolver a motricidade do papagaio.
Com o nosso poleiro, seja em T, seja nas duas barras verticais como eu uso, podemos treinar mais um truque engraçado para o nosso papagaio, mas desta vez temos de arranjar alguns componentes para que este truque possa ser feito, passo a explicar, um cordel e um cestinho tipo balde do poço. Amarra-se o cordel no poleiro e na outra ponta o cesto, onde colocamos a recompensa e pedimos ao papagaio que ice o cesto puxando o cordel, para que quando consiga agarrar o cesto possa ter acesso à recompensa. Pensem nisto como retirar àgua de um poço. O cesto convém estar bem atado ao cordel para que quando o papagaio puxar pelo cordel, a recompensa não caia. Este é um truque que vai ajudar a desenvolver a motricidade do papagaio, o que vai ajudar bastante no treino de truques mais avançados.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Beijinho

Dar um beijinho quando pedimos, outro truque simpático para ensinar ao nosso papagaio.
Desta vez, temos de ensinar o papagaio tendo-o na mão, em cima do dedo, eu uso girassol como recompensa, e como tal, coloco uma semente entre os dentes e mostro ao papagaio pedindo um beijinho e fazendo o som do beijinho, o que esconde a semente e desperta a curiosidade do papagaio, assim que o papagaio se tenta aproximar para apanhar a semente, devemos deixar que a agarre e dizer que fez bem.
Repetir com a semente até que venha logo à procura dela e ir alternando, com semente, sem semente, pedindo sempre que toque com o bico nos nossos lábios. Para quem tem papagaios em poleiro este é um truque que se pode praticar diariamente, quando passamos perto do poleiro, podemos pedir ao papagaio um beijinho e seguir caminho.
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Aperto de mão

Este é um truque que devemos ensinar ao papagaio não logo após o xau, para não o confundir.
Apertar a mão, dar mais cinco, chamem-lhe como acharem melhor, mas este é mais um dos truques fáceis de ensinar e que é giro o papagaio saber pois caso seja simpático para estranhos sempre é giro dizer aos amigos, "aperta aí a mão ao papagaio", quando chegam a nossa casa....
Como ensinamos, a base é quase a mesma que o xau, mas desta vez colocamos a mão em frente apenas à pata direita e assim que a agarra dizemos boa, e damos a recompensa, largando logo a pata, afastando o dedo. Mais uma vez, "aperta a mão" colocando o dedo em frente ao peito do papagaio do lado da pata direita e assim que agarra o dedo, recompensamos. Depois podemos habituar o papagaio a subir na mão esquerda e apertar a direita. Este é um truque que depois de ensinado deve ser estimulado por estranhos ao papagaio, assim tornar-se-á mais fácil podermos pedir que cumprimente as visitas na nossa casa. Bons treinos
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domingo, 26 de abril de 2009

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Truque facil de ensinar

Esta é a Joca a aprender este truque, primeiro dia de treino

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Um dos mais simples truques a ensinar

Ainda bem que hoje ao pesquisar acerca de alguns treinadores de papagaios, procurando mais informação de como treinar papagaios, assim como novos métodos e novos truques reparei neste que é considerado um dos primeiros truques a ensinar pela sua facilidade, tanto para o dono como para o papagaio. O dar um Xau, que normalmente chamamos dizer adeus, mas para o papagaio, a palavra xau é mais simples e mais fácil de aprender, já que o objectivo deste "truque" é que com o tempo o papagaio não só acene com a pata como também vocalize o cumpimento. Este é um truque muito simples de ensinar e que rapidamente mostra ao nosso papagaio que a sua goluseima preferida vem sempre depois de algo que lhe estamos a pedir que faça. Mais uma vez, a comida é a recompensa, devemos saber qual a goluseima preferida do nosso papagaio e tê-lo provado de alimento nas ultimas duas horas para que esteja mais interessado em comer. Colocamos então o papagaio no poleiro dos treinos, que ele já associa à sua goluseima favorita e vamos dar inicio ao treino do nosso papagaio. Devemos começar por acenar com a mão direita onde temos na ponta dos dedos a recompensa e atrair o papagaio a querer subir para a mão esquerda, assim que levanta a pata, dizemos boa!!, muito bem e damos então a recompensa. Repetir esta sequência até que o papagaio levante a pata sem que tenhamos a mão esquerda perto dele, aumentando o tempo entre o levantar a pata e o darmos a recompensa para que o papagaio se sinta obrigado a manter a pata no ar durante mais tempo. Este é daqueles truques que em duas, no máximo três sessões está aprendido e que pode passar a ser um hábito diário, sempre que saimos da divisão onde temos o nosso papagaio podemos dizer xau e esperar que nos acene, com o tempo e repetição deste exercicio teremos um papagaio bem educado que quando se despede de nós além de acenar também irá dizer xau.
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domingo, 12 de abril de 2009

Ensinar a deitar

Este já é um truque um pouco mais dificil de ensinar, já vai requerer um pouco mais de persistência que os anteriores.
Vou descrever como faço para tentar ser sufientemente explicito.
Pego no papagaio suportando-o no dedo indicador e rodo a mão de forma a virar o papagaio ao contrário, ficando o papagaio "deitado" suspenso no dedo indicador apoiando-o na outra mão e quando o estou a virar vou dizendo, "deita". Depois de mostrar ao papagaio que esta posição não o deixa desprotegido, que é apenas mais uma forma do papagaio brincar comigo, passo para a mesa, onde coloco o papagaio e lhe peço que se deite. Fica a olhar para mim a pensar "o que queres?", vou "empurrando de lado" e vou ajudando a deitar-se, caso não comece a virar-se de lado, ajudo colocando a mão de lado e segurando as asas e o rabo, giro o papagaio deitando-o e dizendo-lhe, "deita", assim que está deitado em cima da mesa, dou-lhe a recompensa e aguardo que a acabe de comer até lhe dar novamente o dedo para que se agarre e torne a levantar-se, recoloco o papagaio na mesa e torno a pedir que deite.
Após umas dez vezes, passo a tentar não ter se segurar o papagaio, levando-o a deitar-se sozinho apenas por o empurrar ou colocar o dedo como se o fosse fazer. Este truque implica várias sessões até que seja compreendido pelo papagaio aquilo que queremos, vai depender mais uma vez de papagaio para papagaio. Por vezes, podemos usar um brinquedo pequeno que o papagaio goste para que se agarre a ele quando se vai deitar nas primeiras vezes e assim ache mais seguro deitar-se pois esta posição deixa-os mais susceptiveis. Este é um truque que deve ser practicado com alguma frequência para que o papagaio não o esqueça pois para se deitar o papagaio tem de apanhar o jeito de o fazer, e se ficar muito tempo sem repetir pode esquecer-se e temos de voltar ao inicio quase.
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Segundo truque facil de ensinar, Front Loop

Um bom truque para ser o segundo truque a ensinar ao nosso papagaio, pode ser o "front loop", como lhe chamo, uma cambalhota para a frente no poleiro.
Mais uma vez se devem seguir todos os passos que falei no inicio dos treinos, e após as 2 horas sem alimento disponivel, iniciaremos então mais uma sessão onde introduziremos um novo truque, como tal é bom "aquecer" o papagaio, mostrar-lhe a goluseima favorita e pedir-lhe uma volta, para que se possa dar a primeira recompensa e despertar no papagaio a vontade de interagir. Vamos lá então ensinar o Front loop, com o papagaio no poleiro, mostramos a goluseima abaixo do poleiro, um bocadinho à frente dele, para que o papagaio se incline para a frente a tentar apanhá-la e vamos dizendo "front loop", quando o papagaio já estiver bem inclinado começamos a puxar a goluseima para a cauda do papagaio de forma que este tenha de dar a cambalhota para a seguir, caso o papagaio se negue a tentar tal acrobacia podemos dar uma ajuda com a outra mão e empurrar a cauda de forma a que o papagaio rode sobre o poleiro e assim dê a volta (nas primeiras vezes devemos ajudar o papagaio a restabelecer o equilibrio para que perceba que é capaz e não ganhe medo). Mais uma vez, devemos repetir o procedimento até que o papagaio entenda o que queremos ao dizer "front loop" e assim dê então a cambalhota para a frente no poleiro sozinho e sem a nossa ajuda. Depois deste truque percebido, está na hora de passar ao próximo.....
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Inicio dos treinos

Espero poder ajudar quem deseja iniciar-se no treino de aves, neste caso psitacideos.
Para começar,temos de arranjar um sitio onde iremos fazer os treinos, deve ter uma mesa para que possa mais facilmente manusear a ave e ter em cima os brinquedos que mais tarde iremos usar para que se vá habituando a eles, de preferência numa zona onde a ave não tenha muitas distrações (sons, pessoas a passar, outros animais), depois devemos descobrir qual a goluseima favorita da nossa ave, mostrando várias que sabemos que gosta, fazemos por tentativas. Ex: Normalmente os papagaios adoram, girassol, maçã, nozes, entre outras sementes pequenas. Pois é simples, basta colocar num pires um girassol, um pedaço de maçã, uma noz,etc e colocar ao alcance do papagaio, e observar qual o papagaio come primeiro. Repetindo este "teste" umas cinco vezes, sabemos qual a goluseima que o nosso papagaio prefere, pois é aquela que irá comer em primeiro na maioria das vezes. Depois de sabermos qual a goluseima favorita do nosso papagaio, já sabemos qual será a melhor recompensa que lhe podemos dar. (girassol na alimentação é prejudicial mas se for usado apenas nos treinos como recompensa, não terá qualquer efeito negativo na alimentação do nosso papagaio). No caso do meu papagaio amazonas ochrocephala e da minha arara azul e amarela, o girassol é a goluseima favorita, como tal, apenas os comem como recompensa nas sessões de treino. Também convém providenciar um poleiro em T para os treinos, devemos familiarizar o papagaio ao poleiro, retirar totalmente a comida umas 2 horas antes do inicio do treino e temos reunidas as condições para iniciar.
Como o papagaio já não come nada há duas horas, está com vontade de comer, não está cheio de fome, mas tem vontade de comer, então a sua goluseima favorita, essa está sempre pronto, mas desta vez vai ter de perceber o significado de recompensa, a ideia inicial é que o papagaio perceba que a goluseima vem sempre e só depois de algo que ele faça. Costumo iniciar a aprendizagem com o dar a volta no poleiro, um truque simples de efectuar e muito simples de ensinar.
Como se faz então: coloca-se o papagaio no poleiro e mostra-se a goluseima, ao que ele tenta alcança-la com o bico, nesse momento desloca-se a semente para que esta dê a volta à cabeça do papagaio e ele para a seguir com o bico tenha de rodar no polereiro quando se pede vocalmente, "dá uma volta", depois da volta dada atrás da goluseima, "boa, uma volta" e dá-se a goluseima. Repetir até que dê a volta sozinho e recompensar mesmo que só dê meia volta nas primeiras tentativas, o importante é conseguir que o papagaio entenda o que estamos a pedir e o faça para receber a goluseima. Este é o primeiro truque a ensinar pois é bastante simples de ensinar e uma boa forma de a ave perceber que a goluseima vem depois de ela fazer algo que lhe pedimos.
As sessões devem ter um máximo de 20 a 30 minutos, pois depois desse tempo já o papagaio está a ficar aborrecido e deixa de prestar atenção, isto também vai depender de ave para ave.
Conseguido este passo, passar imediatamente ao próximo truque, mais de três sessões a pedir o mesmo pode originar que o papagaio ache que o que queremos é que ande à volta e depois mostrar-lhe outros truques fica mais dificil, assim que saiba dar a volta, devemos passar ao próximo truque, que também deve ser um truque simples e facilmente realizavel pelo papagaio, para que possa ir evoluindo com a evolução da dificuldade dos truques.
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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Diz olá Juca

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Dá a volta e faz Front Loop

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A aprender a esquerda e a direita

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Front Loop

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Joca a dar a volta.

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Ensinar a falar

Continuando este assunto que penso ser de relevante interesse da maioria dos donos de papagaios, araras e outros psitacideos.
Quando a ave repete alguma palavra, na maioria dos casos o seu objectivo é chamar a atenção do dono para lhe pedir atenção. Se não aproveitarmos estes momentos, podemos estar a perder timings excelentes para a aprendizagem da ave. Cada vez que a nossa ave repete alguma palavra que lhe andamos a tentar ensinar, devemos recompensar a ave, seja com alguma goluseima ou apenas com uma grande festa, palavras de animo e entusisastas mostrando à ave o quanto ficamos contentes com esse comportamento. Exemplo: se a ave está a aprender o nome de algum dos membros da familia e o repete por si propria, esse elemento deve aproximar-se da ave e dar-lhe alguma recompensa mostrando quão satisfeito fica por a ave o estar a chamar pelo nome, dizendo (nome) esse sou eu!!! (nome) esse sou eu!!! repetindo o nome da ave dizendo (nome) bonito/a.
Os psitacideos em geral são aves que gostam de dramatismo, quando fazemos um grande alvoroço por uma simples situação que nos agrada a ave percebe isso como "boa, já fiz algo que lhe agradou bastante" e isso é muito importante sabermos pois serve não só para estimular algum tipo de comportamento ou até para inserir algo na alimentação da ave.
Depois de escolhido o melhor horario e de iniciado o treino nas sessões de 10 minutos em que se repetem as palavras que queremos ensinar, devemos aproveitar sempre que a ave está a "treinar" sozinha para ir motivando essa aprendizagem, muitas vezes percebemos que a ave está a querer repetir alguma palavra que lhe estamos a ensinar nas sessões e devemos sempre motivar essa aprendizagem, recompensando com atenção e uma goluseima, desta forma estamos a mostrar à ave mais uma vez que esse comportamento nos agrada e nos deixa satisfeitos. As aves treinam muito sozinhas, passam que tempos a tentar repetir os sons que lhes ensinamos para que quando iniciamos as sessões possam receber mais recompensas.
Pequenos pormenores como este podem aumentar muito a eficácia das sessões de treino.
Existem aves com maior propenção a repetir sons e outras com menos, aquelas que têm mais facilidade em repetir sons, por norma aprendem nas 3 primeiras sessões a dizer duas três palavras, caso a sua ave não repita nenhuma palavra nessas sessões, não desanime, a persistência é a melhor ferramenta para o sucesso. Muitas vezes parece-nos que a ave não está a aprender nada e por não repetir nada, que nem sequer está a aprender, mas desde que haja atenção por parte da ave, a sessão está a ter resultados. As aves memorizam os sons e acabarão por os repetir. Caso na sessão, a ave esteja distraída e a não dar nenhuma atenção ao que lhe estamos a dizer, o melhor é cancelar essa sessão e deixar a ave sozinha no seu local para que deseje atenção e mais tarde se possa reiniciar a sessão. Estar a tentar ensinar a ave quando está distraida com alguma coisa ou apenas não está para aí virada é perda de tempo.
No inicio das sessões devemos chamar a atenção da ave para que fique atenta ao que lhe pedimos, podemos ir dando algumas goluseimas, ir falando com ela até que fique realmente atenta ao que lhe estamos a dizer, desejosa de receber mais goluseimas, aí então inicia-se a sessão só recompensando quando a ave realmente diz o que pedimos.
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domingo, 5 de abril de 2009

Ensinar a falar

Existem vários métodos no que repeita ao treino de aves, treino de atuação, treino da fala, treino comportamental, entre outras habilidades que os nossos amiguinhos têm.
Vamos começar por falar daquele que é o mais comum entre os donos de psitacideos de médio e grande porte, aquele que normalmente se acha mais piada, a capacidade das nossas aves de repetir sons, sejam palavras, assobios, musicas, etc.
Os papagaios têm este dom natural, uns mais outros menos, dependendo de ave para ave assim como de espécie para espécie, há espécies com maior aptidão e espécies menos prováveis de conseguirem repetir palavras mas todos os psitacideos aprendem no minimo a assobiar uma melodia. Sabemos que muitas aves aprendem por estarem numa gaiola, num sitio onde passa muita gente e todo o dia ouvem pessoas a falar e acabam por repetir o que ouvem, mas têm muito mais capacidades que isso. Uma ave ensinada, aprende a repetir palavras em contexto, ou seja, sabe que de manhã se diz bom dia, à noite despede-se com um boa noite, pede o que quer comer quando lhe apetece, etc.
Este treino deve ser um treino diario, devemos sempre aproveitar aquilo que são as nossas "obrigações" como donos que diariamente temos de repetir para ir ensinando as nossas aves, por exemplo:
- De manhã, ao chegarmos a primeira vez ao local onde a nossa ave está devemos sempre cumprimentá-la com um " bom dia!!", e dar-lhe um ou dois minutos de atenção, repetindo os bons dias para que memorize esse som. Ao trocar a àgua, devemos dizer, àgua, vamos trocar a ÀGUA, assim a ave irá associando as palavras às situações. Igual comportamento relativamente à comida, fruta, etc.
Normalmente, é ao final do dia que temos mais disponibilidade para dar alguma atenção à nossa ave, aproveitamos para lhe dar uns mimos, falar com ela e mais uma vez se deve aproveitar o tempo de convivio para ir ensinando algo novo, nessa hora, podemos aproveitar para dar pela mão algo que seja considerado pela ave como uma goluseima, partilhar uma maçã por exemplo e mais uma vez antes de dar a maçã dizer a palavra duas ou três vezes, maçã, queres maçã? maçã e dar a maçã. Nesta altura podemos aproveitar para "exigir" mais da ave, só te dou quando disseres o que quero que digas, mostrar a maçã, chegar mais perto e dizer maçã, assim que a ave diga qualquer coisa parecida com maçã, recompensar com uma dentadinha na maçã, depois repetir até que a maçã acabe. Desta forma podemos ir treinando a nossa ave enquanto a vida acontece.

Para aqueles que queiram mais e que queiram que a sua ave aprenda mais palavras, devem optar por tirar tempo para com muita calma e persistência ensinar as palavras, 3 no máximo 4 palavras em cada sessão ( não quero com isto dizer que aprendam as 3,4 palavras, mas para facilitar o processo no futuro, escolhem-se 3,4 palavras e vai-se alterando a lista consoante forem aprendendo uma e as 3 que ainda não sabem já ouviram imensas vezes, assim vão aprender mais rápido).
Procurar perceber em que horario a ave está mais propensa a comunicar e a falar, aproveitar esse horário para as sessões de ensinamento. Ter na mão a goluseima que a ave mais goste e mostrar-lha, depois repetir as palavras que se quer ensinar e ir dando espaços para que a ave as possa repetir, cada vez que a ave repita alguma das palavras pedidas, tem direito a uma golusiema, durante um periodo de 10 minutos, passados os quais se dá por terminada a sessão e se dá duas ou três das goluseimas que tanto gosta. Não passe de 10 minutos por sessão, está a estragar o trabalho já feito, pode fazer até 3 sessões por dia. O ideal é que se possa fazer um treino diario para que sempre esteja bastante vivo na memória da nossa ave o treino anterior.
Persistência e dedicação são a chave do sucesso!!
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sábado, 4 de abril de 2009



O que trazes aí na mão para brincarmos agora??
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atenta
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A mesa das lições...
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Deitado, ainda está a aprender a deitar-se sozinho mas com persistência vai lá

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Joca, o amazonas ochrocephala
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Juca, a minha arara azul e amarela
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Aves Inteligentes

Serve este blog para partilhar informação preciosa acerca de treino de aves de companhia, muitas vezes conhecemos pessoas que têm aves muito inteligentes que estão "mal aproveitadas", o dono poderia desfrutar de um maior e mais divertido relacionamento com a sua ave mas devido à falta de informação muitas vezes passa-nos ao lado muito daquilo que a ave nos quer dar.
Espero poder publicar informação útil, que sirva outros amantes de aves e que torne os seus relacionamentos com as suas aves muito mais divertido e benéfico para ambos, fundamentalmente na felicidade da nossa ave.
O stress é um dos maiores inimigos das nossas aves, muitas vezes por não sabermos mais, negligenciamos algumas necessidades básicas que poderiam mudar em muito a vida das aves, o stress é causador de doenças e combater o stress muitas vezes é o inicio de um caminho longo e muito recompensador.
Este é um blog mais virado para os papagaios, ou psitacideos em geral. Os papagaios têm uma capacidade de aprendizagem muito acima do que por vezes pensamos, basta passarmos uns minutos a ver o youtube e vemos papagaios muito inteligentes a fazer os mais variados "truques" e malabarismos. Muitas vezes podemos pensar que o nosso papagaio é menos isto ou menos aquilo que os outros por não fazer o que queriamos ou por não aprender como queriamos, pois, aí a questão não é falta de inteligência do papagaio mas provavelmente erros nossos.
Estimular a inteligência dos papagaios desde a mais tenra idade é um bom principio para se ter um papagaio mais inteligente, e estimulamos a sua capacidade de que forma? Existem no mercado brinquedos próprios para cada espécie de papagaio, que os irá motivar a "pensar" e assim desenvolver as suas capacidades. Existem imensas formas de "motivar" o papagaio, podemos por exemplo colocar uma goluseima dentro de um simples rolo de papel higiénico que amachucamos nas pontas e deixamos o papagaio "puxar" pela cabeça de forma a destruir o rolo e receber a sua recompensa, esta é uma pequena amostra de tudo o que podemos fazer para desenvolver a inteligência do nosso papagaio, outra pode ser colocar a goluseima num local de dificil acesso para que o papagaio tenha de se esforçar para lá chegar e poder assim comer aquilo que tanto gosta. A comida é sem duvida uma das melhores ferramentas para desenvolver a inteligência dos papagaios, uma ave que tenha sempre a comida e a àgua num local de facil acesso, e que não seja estimulado, dificilmente se tornará num papagaio muito inteligente pois tudo na vida dele lhe é facilitado. Não digo com isto que a comida esteja sempre "escondida" para lhes dificultar a busca, antes pelo contrário, mas umas goluseimas mais dificeis só trarão bons frutos.
O entender o significado de recompensa, é fundamental para que o papagaio possa estar mais disponivel para aprender. Saber que depois de algum tipo de comportamento vem uma goluseima, é meio caminho andado para que o papagaio esteja predisposto a interagir com o dono.
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